6 de mar. de 2009

Estou de volta.... 2009 chegou. E não é bonito ...

É, crianças.... Titia demorou para voltar a escrever mas cá estou eu, firme e quase forte, escutando uma cantora soprano cantando "Oh! Darling" do Beatles de um jeito tão agudo e com vibratos que não caem bem em blues de raiz e mal consigo ouvir meus pensamentos...

Mas.... Vamos aos trabalhos...

A última vez que escrevi faz uns oito meses e MUITA coisa aconteceu....

Meu gato, Ariel, querido, filho amado, companheiro de tantas horas de choro, juiz de caráter de amigos e namorados, paizão, despertador, cobertor, travesseiro, confidente, minha alma .... morreu no dia 17 de janeiro deste ano.

Ele sempre viveu bem, comigo, por dez lindos, longos e felizes anos, saudável, brincalhão, inteligente e ativo... Um certo dia, amanheceu meio xoxinho. Ficou de canto, não comeu muito, não tomou muita água, não miou para me acordar, não quis brincar. Deixei. Poxa, o gato também tem direito a uma depressãozinha, né?

Dia seguinte, xoxo ainda. Me preocupo. Isto nunca era normal. Gato de dez anos, castrado, poderia estar cansado... Mas não o MEGA ULTRA POWER SUPER ARIEL!!! Pânico invade minha alma. Hora de ir ao veterinário.

Levo ao veterinário à noite. Onde levar? O que tem aberto de noite? Hospital Sena Madureira? Pet Center Marginal? Cobasi está fechado. Não conheço muita coisa, são poucas minhas opções... Escolho Pet Center Marginal.

Consulta. Ele está desidratado (caraca, a veterinária deve ter achado que eu fui para Salvador no ano novo e deixei o gato em casa com uma vasilhinha de água e ponto final). Sinais vitais bons. Bons batimentos cardíacos, temperatura 2 graus abaixo do normal (capítulo à parte: a temperatura normal de gatos adultos é por volta de 39 graus. O Ariel estava com 36,9).

A veterinária achou bom fazer exame de sangue e deixá-lo internadinho no soro, para se recuperar. A mucosa da boca estava bem seca, realmente. À esta altura, me pergunto que tipo de "dona" sou eu, que não percebi o gato com a boca seca. O que caralhos eu estava fazendo que não percebi o gato ficar com menos água do que precisava? Onde caralhos eu estava????

Pois bem. É quarta-feira. Meu rodízio. Não posso ir no horário de visitas da manhã. Fico devendo uma visita caprichada à noite. À esta altura o coitado do Ariel já deve achar que eu resolvi abandoná-lo. Saco, inferno, caralho, puta que pariu.

Vou ao pet à noite, depois do rodízio. O Ariel continua xoxo. Sem vida, sem coragem. Ronrona, fica deitadinho na maca, reclama do soro na patinha. Deita no meu braço e fica procurando calorzinho para fugir da maca gelada de alumínio do consultório.

Quinta-feira. Vou à Pet pela manhã, antes do trabalho achando que já poderia levá-lo para casa. Negativo. Exame de sangue não estava pronto e ele ainda não estava comendo ração. Ficaria internado até a noite.

Eu trabalhando, com o coração apertado e tendo que atender clientes, pensar, trabalhar bem, produzir. Que inferno de mundo!

16:30h. Recebo a ligação da médica solicitando autorização para exame de detecção de diabetes. Autorizo. Nem pergunto qual o preço. Sim, o Ariel teria que ficar internado pelo menos até sexta-feira pela manhã...

17:30h - Resultado positivo. O Ariel achou bonito ter diabetes. Ok, gato adulto, bem acima do peso. Caralho.... A médica me liga no celular para solicitar autorização para insulina. Autorizo e saio correndo para o Pet, para o horário de visitas.

Chego ao pet quase no final do horário de visitas. O trânsito infernal. Minha cabeça borbulhando. Visito-o. Ele está com uma patinha raspada, com soro na veia, fita crepe segurando a agulha na veia e ele me parece de repente tão pequeno, frágil e indefeso. Caraca! Meu filho está doente! E eu nem posso perguntar para ele onde dói ou se posso fazer alguma coisa para ajudar. Fico por 4 horas em visita. É hora de ir para casa dormir.

Volto pela manhã. O resultado das primeiras horas de insulina foi satisfatório. Ele ainda não quer comer. A veterinária oferece ração moída na seringa. Ele já está procurando água sozinho. Começo a ter alguma sombra de esperança de que as coisas vão ter um final feliz...

Visita da noite. Os resultados estão estagnados. Será necessário aumentar a dose de insulina. Fico com ele todas as horas que meu corpo aguenta, extrapolo o horário de visitas (das 16h às 19) e saio do consultório às 23:30h. Afff.... Vamos esperar. É possível que ele possa ser liberado na manhã de sábado.

Sexta-feira. Horário da manhã. Não posso ficar muito tempo. Então, me contento com uma hora e meia. O bichinho está com as duas patinhas raspadinhas, uma delas ainda com o soro, tomando as insulinas. A parte interna da coxa também raspada, para os exames de sangue a cada 4 horas para testar os níveis de insulina... Geeze!!! Cadê os pelinhos do corpo dele? Aquele corpinho sexy, todo fofo e quentinho.... Coitado... devia estar uma peneirinha. Todo furado, judiado, tirando sangue das veiazinhas tão fininhas, tomando soro, sem conseguir comer sozinho, ficando numa caixinha perto de outros gatos miando, com gente estranha a toda hora manipulando ele. E eu, indo visitar duas vezes por dia. Devia estar achando que eu o estava abandonando aos poucos. Que vida é essa???

Visita da noite. Palavras da veterinária: "o prognóstico é sombrio.Estamos fazendo de tudo para ajudá-lo, mas as coisas não estão bem. Ele está na U.T.I., porque os batimentos cardíacos caíram um pouco e a temperatura dele caiu também. Ele está com uma manta térmica, sendo monitorado a cada dois minutos por enfermeiros.". ME DESESPERO. Pela primeira vez me dou conta de que o Ariel não é eterno, a morte existe e, infelizmente está muito próxima do meu filhote. Mas, a esperança ainda existe, claro. Só pra mim. Gente burra é mesmo phoda. Que inferno.

Fico lá, no Pet, na sala de espera. Não posso visitá-lo na U.T.I. Me resta aguardar. Pacientemente. Há! Fácil, né? O Dani, tadinho, xôxo. Do meu lado, sem saber o que fazer. Triste também com o amigo dele. 2 anos de convivência. O carinho existe. O Ariel adora o Dani. Adotou o Dani desde o primeiro dia. Já foi sentando no colo dele. Sempre aceitou carinho, já deixou de dormir comigo para ficar deitado nas costas ou nas pernas do Dani. Ai, Cú!

No mundo lá fora, chuva. E que chuva. Na tevê, o capítulo final de "A Favorita". Flora quer fazer um musical com Donatella. Os "mocinhos" da novela querem fazer uma armadilha em que a "bandida", louca e má (ahn, uma mulher que sempre foi um gênio do mal, repentinamente, por causa de uma música "Beijinho Doce", começou a fica acéfala. Ai, roteiristas, escritores e diretores... Acham mesmo que eu sou assin tão burra? - Pensando bem, tendo que ouvir "Beijinho Doce" na voz de pato com vibrato sofrido e língua presa de Cláudia Raia realmente leva qualquer ser à loucura!!!). Bem, Flora no melhor estilo "Scooby Doo" confessa - claro - todos os seus crimes para Donatella e, do lado de fora das cortinhas do palco, uma platéia de pessoas que aguardam, silenciosas e - claro - fazendo papel de isolantes de som para que Flora - a louca - não ouvisse sua própria voz nos P.A.s do teatro.

E o gato lá, doente, sedado.

A veterinária volta e diz que o Ariel estava sedado, e que ela me deixaria vê-lo rapidamente na U.T.I. mas que eu deveria me preparar porque, como ele estava sedado, estava com alucinações, vocalizando um pouco mas que não estava com dor. Só uma pessoa poderia entrar. Vou eu.

Entro na sala. O Ariel deitado de lado, inconsciente, com monitores por todos os lados. Mal tem espaço no corpinho dele para eu tentar tocá-lo, acariciá-lo. Há monitores na orelha, na cabeça, fios passando por todos os lados, um cobertor térmico, três monitores, catéter do soro, catéter da insulina. Meu coração quebra. O que é que fizemos para merecer isso, meu Deus? Começo a chorar. Mas não copiosamente. Me choco de tal forma que mal consigo respirar. Devo ter ficado mais branca ainda do que sou e com a boca roxa, porque a enfermeira veio me trazer um copo de água e a médica disse uma meia dúzia de palavras que não registrei. Eu só conseguia ver meu filho internado, inconsciente, vocalizando, tremendo, com um monte de fios e eu só queria pegá-lo no colo, abraçá-lo, dizer que tudo ia ficar bem e levá-lo pra casa.

Mas uma ou duas frases. Alguma coisa com o nome do Dani no meio. Reconheço o nome e faço um sinal de "sim" com a cabeça,sem saber o que era.

Passam três milhões de segundos, a veterinária diz alguma coisa para o Dani quando ele chega. Ele me abraça. Eu fico estagnada no lugar. Não consigo falar, me mexer, pensar. Acho que não sei mais respirar. Como é que eu vim parar aqui?

A veterinária diz que precisamos sair. Isso eu me lembro de ouvir porque eu não queria sair de lá. Não queria ver o Ariel daquele jeito, mas não poderia deixá-lo sozinho. .. Começo a me lembrar de como respirar. Aliás, começo a pensar. E as coisas que penso não são bonitas. São negras. Minha memória também volta. "O prognóstico é sombrio".

Beijo a cabeça do Ariel, susurro "Fica com Deus" e deixo ele nas mãos dos médicos.

Volto para a sala de espera.

Meia-noite. Oficialmente dia do aniversário do Dani. Que senso de humor é esse, anjos, deuses, vida, destino??? A veterinária vem para a sala de espera, diz que está saindo de seu plantão, que outra médica assumirá, mas que os cuidados intensivos continuam. Ele pega minha mão e, com a melhor cara de "irmã mais velha piedosa" que alguém pode fazer, diz: "enquanto ele estiver lutando, nós vamos lutar por ele".

Choro copiosamente. A verdade está aqui. E não é bonita. Não é colorida, não é serena. Me disseram que a doença piorando - corpos cetônicos na urina, complicações de altos níveis de diabetes as coisas ficariam feias.... (caralho, onde eu estava que nunca percebi o meu único filho morrendo diante dos meus olhos? Como poderia saber que um gato feliz, ativo, brincalhão - até demais - com bom apetite, vida regularmente perfeita, ronronante e exigente estava doente? Como, meu Deus? alguém pode me dizer? Nunca, nada... Nenhum tosse, espirro, coceira, diarréia, apatia, náusea... nada...nada... Meu Deus. O que sou eu sem as palavras? O que eu sei sem que os outros me digam, verbalmente? Que droga de pessoa sou eu?).

Se as coisas ficassem feias, rins, coração e pulmões iriam parar. Se rins parassem, poderia ser feita diálise. Se não funcionasse, os pulmões falhariam. Se falhassem, ele poderia ser induzido ao coma, para preservação dos sinais vitais até recuperação pela aplicação de insulina. Se os pulmões falhassem e o coma não fosse conveniente, o coração pararia. Antes disso, eu precisaria dar a autorização para a eutanásia.

Isso nunca! Egoísta? Pra caralho! Claro! Como é que se autoriza assassinato?

... Como é que se permite a dor e sofrimento de alguém que não pode mais se recuperar, só para não ser "assassino"? Não quero lidar com a idéia. Ora, se pessoas que ficam 15 anos em coma retornam e se vítimas de acidentes aéreos terríveis sobrevivem, eu poderia não ter que, necessariamente ter que conviver com esta palavra novamente.

Uma e quinze da madrugada. As coisas ficam feias. A veterinária vem me dizer que dizer que eu preciso me preparar porque ele está muito pior. Há! Veio me dizer para eu "ME PREPARAR".

E quem se prepara para a morte de um ente amado? Me diz aí: quem? Choro. E muito. Como uma criança que perdeu o brinquedo. A merda está chegando e ela tem pressa. Quem é que está trazendo a foice e por que? Por que???

Uma e meia da madrugada. A veterinária me chama para dentro do corredor de consultórios. As palavras "Patrícia, infelizmente o Ariel morreu.".

VAZIO

Grito.

Sinto o chão fugindo dos meus pés. Cadê o ar? Cadê a vida? Como é que se fica de pe?

Caio no chão. Sinto o braço do Dani tentando me pegar. Too late. O chão está lá, sob mim. Não sinto minhas pernas. Onde é que estou? O que você acabou de me dizer? Você só pode estar brincando! o que? O Ariel... MORREU? Isso é im.... pos-sí-vel.

Meu Deus. O Ariel morreu.

Me levanto, com a ajuda do Dani. Não sei quem sou eu e nem porque tenho que ser alguma merda. O Dani está chorando. Tem muitas lágrimas no rosto dele.

A veterinária me pergunta se quero ver o corpo. COR-PO???

Vou para o consultório. Espero o CORPO ser trazido. A morte é diabólica. Não há nada de sereno. Nada é bonito. Não há nada, nada lá. É só um corpo.

O CORPO chega. Ele é mole, quente e me parece tão.... vivo.... A morte não tem a menor graça. Nada nela é digno. NADA.

Fico uma hora com o corpo. Não sei como desligar o cordão umbilical. Eu vi tudo deste gato. Peguei cada bogide que caiu. Vivenciei a troca de dentes. Tenho eles guardados. Eu respirei Ariel. E agora, do nada.... Morte? Quero dizer, como assim??? COMO A-S-S-I-M ???

Bom, amigos...20009 chegou. E para mim chegou com os dois pés no peito. Uma voadora no tórax, uma facada nos rins. O ano novo chegou e, para mim, foi doloroso.

Espero um dia acordar e voltar a me sentir eu. Espero voltar a lembrar de como ter bons sonhos. Espero esquecer o que é insônia. Espero poder dar suporte para o Dani como ele me deu. Espero poder esperar algo melhor dos outros 9 meses que ainda tenho pela frente.

Espero sobreviver à morte.

17 de jun. de 2008

DE VOLTA A SAMPA....

.... É impressionante, mas me senti super sozinha em Brasília... Sozinha no domingo à noite, sozinha durante a semana, depois do trabalho - ao voltar pro quarto depois do trabalho, com aquela TV de 14 polegadas, que quase não pegava nenhum canal aberto que estou acostumada a assistir aqui em Sampa e pior: sem tv a cabo... (isso me lembra Otto: "acabo de comprar um tv á cabo, acabo de comprar um tv....").

Ou seja: solidão no sentido mais puro, pleno e literal da palavra... SO-LI-DÃO.

Meus colegas de trabalho não eram desta vez tão animados quanto os das outras vezes em que fui - pelo menos saíamos para jantar nos shoppings de Brasília e conhecíamos os lugares, víamos gente, voltávamos pro hotel exaustos de andar e com sono - desta vez não.... Só jantei em duas noites - uma sozinha e outra com um gentil colega caridoso (e ele nem era do grupo, mas da mesma empresa - Roberto Mauro - obrigada por fazer companhia à esta velha e cansada soldada de guerra e me levar para comer o creppe mais cheio de catupiry que já comi na minha vida!).

Enfim...Destta vez também não consegui fazer passeios típicos de "turista"...Eu simplesmente saía do curso, voltava pro quarto do CNTC (sim, um centro de convenções - não um hotel - no lado mais afastado da cidade, porém com o quarto mais limpinho e ajeitadinho que já tive a oportunidade de me hospedar em Brasília), me afundava debaixo do edredon e só acordava - atrasada - no dia seguinte, para mais um dia estafante de metodologia, formulação de questões e tudo o mais que vocês puderem imaginar como soníferos naturais de uma garota no período pré-menstrual, sozinha na semana dos namorados, se sentindo a única humana entre toda uma nação de zumbis.... Gente, tomei coca-cola (normal e extra gelaaada) e café como nunca tomei em toda a minha vida... Para compensar, também foi a semana em que comi mais frutas e bebi sucos naturais de toda a minha vida...

Enfim, a semana passou, no sábado novamente o super Roberto - excelente companhia, fã de Legião Urbana, cicerone e guia turístico (porém, pouco conhecedor da obra "Os Calangos"), surge com seu super GOLF AMARELO (tá, peço desculpas em público - eu achei que se tratava de um mero golzinho e ele ficou muito irado PORQUE AQUILO AFINAL DE CONTAS ERA UM G-O-L-F!!!) para me levar para conhecer rapidamente a catedral, um monte de esculturas, os anjos da abóbada (eu só reconheci o Gabriel, que era o maior e estava mais perto de nós, humanos....rs), conhecer uma ponte lá muito louca, com uma estrutura que era o TOP do momento na capital federal e tirar minha QUERIDAS FOTOS DE TURISTA, finalmente, depois de 3 estadias na cidade...rs...

Enfim...Foram os momentos em que me senti de volta à humanidade... De novo, Roberto, obrigada! (meu noivo deve estar com um super hiper mega ultra giga ciúme - mas, Dani, o Roberto é tipo assim o cara com quem tenho relacionamento puramente por dinheiro ....rs - inside joke total).

De volta à Sampa, já é terça-feira, ainda não desfiz as malas e me sinto incrivelmente ainda mais sozinha do que me sentia em Brasília...

A cidade me irrita, o povo me irrita, o trânsito me irrita, a falta de foco e de saber em que lugar físico do universo finalmente vou trabalhar acaba com meus nervos, as novelas da Globo me irritam, meus gatos miando me irritam, a proximidade com a família me irrita...

...Eu acho que queria pegar minhas malas, o Dani e mudar de vez para Brasília...Pelo menos lá, não tem tanta poluição, há uma pira eternamente acesa (só quem já foi turista de Brasília vai entender esta), o maior tráfego é de 3Km, quase não há lixo nas ruas (começo a não me stressar mais com a terra eternamente vermelha que surge em todos os lugares e acaba com meus saltos finos) e já começo a entender o que é SGAS, SQN, SHS e todas as outras siglas que tomam o lugar dos nomes das ruas e bairros daqui de Sampa...

Enfim... Como cantaria Renato Russo (saudades): " ... queria ser como os outros e rir das desgraças da vida, ou fingir estar sempre bem..."

É só hoje.... E isso passa....

É, Renato, conheci sua cidade natal, atravessei o Eixão depois das seis da tarde, mas rezei para Nossa Senhora do Cerrado, cantei a música "travessia do Eixão" (outro recente amigo de Brasília me contou que a autoria não é do Renato Russo e de ninguém da Legião, mas não me lembro o nome do poeta agora) e até dancei... Agora espero me readaptar à MINHA cidade...

Nina



TRAVESSIA DO EIXÃO

Nossa Senhora do Cerrado
Protetora dos pedestres
Que atravessam o Eixão
Às Seis horas da tarde
Fazei com que eu chegue
São e salvo na casa da Noélia
Fazei com que eu chegue
São e salvo na casa da Noélia
Nonô, nonô, nonô nô nô nô ....

8 de jun. de 2008

E lá vou eu novamente passar o dia dos namorados sozinha....

Peraí, gente! Não é bem isso que vcs estão pensando logo de cara, quando leram o Título da postagem.... rs

Vou contar.... Estou embarcando HOJE para Brasília, para um treinamento da minha empresa e passarei a semana toda lá, naquela terra abafada, seca, com muita terra vermelha, calçadas tão ruins quanto as de SP (minha terrinha lindinha) e um infinito de ruas planas....

Os prédios são pequenos, se comparados aos de Sampa, e os hotéis (obviamente excetuando-se um ou dois) são da época de JK, com muito pó, chuveiros velhos, carpetes surrados, televisões de 1950, ar-condicionado que vc não sabe bem se deve ligar (e aspirar uma bela quantidade de germes) ou morrer de calor....rs

Lá as ruas não têm nome... (Uau! Sempre pensei que o U2 estivesse falando de Nova York em "Where the Streets have no Name"....Será que era de Brasília??? rs)....Tudo é QUADRA (me sinto num cemitério imenso) e não há esse lance de bairros.... São SETORES....Setor Comercial Norte (SCN), quadra 458 lote 447 Bloco X.... Que medo....

E desembarcar do (modesto) aeroporto da capital federal e pedir ao taxista "Moço, me leva lá no S C N QD 457 Bloco 477".... Ao que o taxista sorridente diz: "Primeira vez em Brasília? Ahn, logo a senhora se acostuma"....

Enfim... Os taxistas são bem simpáticos, mas os carros são muito velhos!!! Duvido que os seguranças do Shopping Jardim Sul ou o Villa Lobos deixariam aquelas carroças sequer entrarem no estacionamento....É fiat UNO de 90, é Santanão, é Voyage, é Gol quadrado...Aff.... O reino é dos Santanas (evc deve agradecer aos céus de pegar um, porque com pernas compridas como as minhas só Deus sabe como não tive grangrena ao sentar no banco de trás de um UNO..... rs

Juro! Não é lorota... Parece, eu sei, mas não é... Parece que lá rola um lance de não ter a vantagem de desconto que os taxistas aqui de Sampa tem para trocarem os carros com uma certa frequência...Ah! Lembrei! Na 1ª vez que estive lá (esta será a 3ª vez), peguei um Vectra 98. E esse foi o carro mais "lançamento" que vi nas ruas....rs...Claro, falando em taxis... Porque os carros particulares são bem mais novinhos...

Lá não vi nenhum ônibus... E as pessoas andam muito à pé, de carro ou taxi. Ah! Na 2ª vez (em abril deste ano) vi um Taxi IDEA 2006...Mas estava com a lanterna traseira direita quebrada....rs

Os shoppings são até que granes e há uma infinidade de barezinhos... Sério, acho que os brasilienses fazem happy hour todos os dias da semana...


Mas, bem vamos voltar ao objetivo inicial... Será o segundo ano consecutivo que passarei sem namorado... É que no ano passado, em plena semana dos namorados também fui para Brasília (caraca, chorei muito no dia 12... Me senti a pessoa mais sozinha do UNIVERSO naquele quarto de hotel...)....E este ano, lá vou eu novamente abandonar meu noivo mais lindo, quantinho e macio para ir pra aquela cidade que faz meu nariz sangrar de tão seca que é.... Desta vez, pelo menos vou ver se consigo fazer um passeio turístico e tirar umas fotos da esplanada, de alguma mostra cultural ou algo assim, para ocupar minha cabecinha....rs

Meu noivo mais lindo, sabendo que minha empresa tem algo contra o nosso namoro (fala sério separar a gente em plena semana do amor), já se adiantou e comprou pra mim um pijaminha LINDO, azul, com gorrinho e um ursinho de pelúcia da ANY ANY.... Ai, que lindo... Começo a ficar com nó na garganta de novo....rs...

Agora eu é que vou ter que dar uma corrida para achar alguma coisa BEM LEGAL para o noivo mais lindo do mundo!

Bom, volto a escrever quando voltar da capital....

Bjokas

1 de jun. de 2008

Dica do Dia: INDIANA JONES

Pessoas queridas....

Para quem ainda não assistiu "Indiana Jones" IV, vá ao cinema! O Harison Ford está surpreendentemente rejuvenecido e eu acredito MESMO que ele ainda é o nosso Indy!!!

Detalhe: para quem não assistiu aos três primeiros ("Caçadores da Arca Perdida", "Templo da Perdição" e "Ultima Cruzada"), assista! Você pode muito bem entender o quarto filme sem os três primeiros, porque o George Lucas e o Spielberg tomaram alguns cuidados, mas vc certamente irá perder boas horas de risadas com piadas realmente boas, engraças e com a imperdível ingenuidade dos anos 80.

Então: para quem ainda não foi: VÁ AO CINEMA! Aproveitem o frio, pipoquinha, a pessoa amada do ladinho para esquentar e MUITA aventura!

Cheers

28 de mai. de 2008

Caraca.... A Vida passa mesmo muito rápido

Gente.... Cá estou lindinha em frente ao computador, 2 da madruga e eu tenho que levantar cedinho amanhã pra trabalhar (meu rodízio - coisas de SP) e me pego aqui pensando: como a vida passa rápido...

A gente não tem o menor controle sobre o tempo e sobre o destino final do nosso trem. A gente pensa que tem. A gente (seres humanos) gosta de pensar que somos "senhores" e "senhoras" do nosso tempo, mas não é bem assim...

Sabe quanto tempo por ano vc demora no ônibus, no trânsito, tomando banho, se depilando, fazendo as unhas, atendendo telefonemas de telemarketing de cartão de crédito, de celular, de pastoral das crianças de algum lugar que nunca ouvi falar, atendendo "enganos" ou trotes, tendo conversar políticas com colegas de trabalho para fazer "o social", digitando um e-mail?

Sabe? Eu não. Mas sei que demoro em média 1 hora para fazer a unha das mãos (uma vez por semana) e 2 horas para fazer manicure e pedicure (1 vez a cada 15 dias). Demoro em média 45 minutos para depilar as axilas (uso cera fria e faço all by myself). Tomo bem duas hora para depilar pernas e virilha (inferno, como dói ser Barbie....).

Passo em média 2 horas no trânsito entre ir e voltar do trabalho (exceto hoje, que fui a um happy hour no outro canto da cidade para reencontrar amigos queridos e demorei 1 hora e meia só para ir da Paulista para Santana...odeio trânsito! Preciso me lembrar de comprar uma moto...rs (ou helicóptero quando eu for a nova sócia do Justus - aliás, quando eu for, definitivamente direi à ele que o topete era bem melhor do que este visual "a vaca lambeu e minha testa cresceu" que ele adotou agora! humpt!)

Tão vendo? Já tomei 10 minutos do meu sono divagando sobre o cabelo de um cara que provavelmente nunca conhecerei pessoalmente! Aff....

Aliás, até que é pouco, visto que passo uma hora por dia em frente à televisão assistindo a Juvenal Antena e seus "justamente....." e aos chiliques histéricos da Silvia (Alinne Moraes, vc é linda, mas essa franjinha....justamente...precisamos conversar, me liga, ok?).

Então, como eu ia dizendo, cadê meu tempo? Tá indo... Vai por água abaixo no banho e também quando tomo café da manhã e almoço (gente, sinceramente, têm noção do que é gastar R$ 20,00/dia para almoçar na Paulista? Ai, que saudade dos PFs de Santana a R$ 7,90 já com refri e sobremesa!!!).

Anyway, quando penso nesta palhaçada de tempo e como ele corre por entre os meus dedos todos os dias, a cada ciclo de respiração e a cada fase que passei e passo da minha vida, fico pensando: caralho.... terei algum controle do que virá amanhã?

Olha só: em 1992 eu achava que já era adulta e resolvi pintar meu cabelo de loiro (primeiro erro capilar da minha vida....rs

Em 1997 eu trabalhava no Playcenter, ganhava R$ 187,00 no final de um mês por 6 horas de trabalho/dia com apenas UMA bendita folga semanal (de 2ª, que é quando o parque fecha, para manutenção e eu tinha escola e num dava pra acordar mais tarde), dormia 3 horas por noite e achava que era a pessoa mais feliz do mundo.... (tão vendo como o envelhecimento é cruel? Hoje vejo que era uma escravinha tola e que R$ 197,00 não dá para pagar o condomínio do meu prédio!)

Em 1998 estava desempregada, mas bebia tanto quando o Keith Richards (juro que não cheirei as cinzas do meu pai), tinha amigos "de balada", pegava "gatinhos" à rodo e era mais sozinha do que me sinto hoje.

Em 2000 finalmente decidi que entraria na faculdade (afinal, se eu precisasse matar alguém pelo menos teria direito à cela especial - sinceramente, em nenhuma das minhas fantasias homossexuais sado-masô pensei em ser estuprada por um pente ou cabo de vassoura por uma mulher mais "macho" do que o Toni Tornado).

Em 2001 entrei para o "seleto" mundo dos universitários particulares e achei que seria legal cantar o hino do Mackenzie por 4 anos. (eu estava certa. O hino era mesmo bem ruim, tipo a gravação do hino nacional com vozes de pessoas do século 1 antes de Cristo, mas o "espírito Mackenzista" é impagável. Tenho muita saudade e indico para quem puder pagar...rs)

Em 2002 conheci minha melhor amiga e descobri que contar TODOS os seus segredos para uma pessoa do mesmo sexo pode não ser tãoooo perigoso assim. Também descobri que nem todas as mulheres são competitivas e que nem sempre eu iria querer "roubar" (apropriar-me sem antes avisar a "dona" anterior, melhor dizendo) o namorado alheio. Dani, obrigada! Hoje sou uma mulher mais digna! ;o)
No mesmo ano, me tornei funcionária pública federal e bancária (que medo quando recebi o telegrama de convocação em casa... Achava que banco era o caixa recebendo contas, a fila xingando e o guardinha na porta, me mandando tirar todos os metais da bolsa e dar um passo atrás da faixa azul/amarela).

Em 2004 me formei e descobri que a saudade da faculdade, das aulas chatas, da lista de presença, da praça de alimentação lotada e cara, da Secretaria que só te dá uma resposta à uma pergunta simples como "que horas são" em no mínimo 15 dias e o convívio diário com os amigos que me ajudaram a ter coragem de entrar na sala de aula depois de um dia fudido de trabalho é um pesos mais críticos que terei que carregar nos ombros (com um certo orgulho e nostalgia mackenzista) pelo resto da minha (curta) vida....

Em 2006 decidi que não queria mais ser tão "politicamente" correta e decidi "tomar" o namorado de uma menina sem sal (não era amiga, não me joguem pedras) e ser a nova namorada dele. No mesmo ano, surge apropriadamente a banda Pussy Cat Dolls com a minha música favorita "Don´t Cha" que tem os seguintes versos (obviamente escritos para que eu dissesse à ele): "Don´t you whish your girlfriend was fun like me? / Don´t you whish your girlfriend was hot like me?" e por aí vai.
Não conhece a música? Joga no Google!

Em 2007 fiquei noiva do cara! Sim, em breve entrarei para o hall das mulheres sérias, honestas e dignas e serei a Sra. Daniel de Andrea Roma! (ai, que lindo! Arrepiei agora... justo eu que não era romântica...ai, Deus, olha lá você de novo, brincando com o meu destino e esfregando na minha cara "Who´s the Boss" !)

No começo deste ano, minha melhor amiga mudou de vez para o Canadá (blame it Canada!!), uma paisinho pobre, feio, sujo, pequeno e com pessoas mal criadas, mal vestidas e analfabetas....rs

E cá chego eu afinal.... Bancária, noiva, com um "carnê" do carro para quitar, o cheque especial estourando (ainda bem que ele existe!), 20 kilos a mais do que pesava há 10 anos, com meus dois siameses, morando com a minha mãe, minha melhor amiga em outro continente (aff... peguei pesado... Outro continente é verdade, mas soa tãoooo mais pesado e triste....) e eu aqui, 2:47h e ainda digitando com a tendinite doendo e ainda tendo que ir tomar uma ducha para finalmente cair na minha cama linda e macia (onde o fofo do meu noivo aguarda, já no 5º sono, provavelmente....).

É....A vida é assim.... Há 10 anos eu achava que seria uma publicitária de sucesso, sócia de Washington Olivetto e hoje nem sei o que tenho pra fazer amanhã.... Me formei publicitária e trabalho em banco.

Há 10 anos, achava que iria morrer solteira e "livre" (afinal, já que nenhum homem prestava, pra quê assumir sobrenome, juntar os panos pra depois gastar uma grana preta no divórcio? ) e hoje aqui estou, apaixonada e querendo (que o Dani não leia esta parte) ser mãe de um filho dele um dia.

E sim, minha melhor amiga chama-se Dani. Assim como meu noivo. Não, não virei lésbica ou bissexual (embora acho sinceramente que seria capaz de assumir a 2ª opção perfeitamente). Mas olha a vida de novo.... O destino levou a DANIELA pra um pouco mais longe de mim e trouxe o DANIEL pra bem pertinho.

É..... Deus é mesmo um cara legal, com um grande plano que sempre dá certo no final. A vida é bacana e vale à pena, mesmo com tropeços, lágrimas, stress, fumaça, trânsito, falta de grana e tudo o que o stress da rotina pode trazer. QUE VENHA O TOURO! (mas que venha em bifes....rs)


É..... Eu acho que quero ser Deus um dia...!

26 de mai. de 2008

PERDÃO, FORGIVE ME, PARDON, GOMEM, ENTSCHULDIGUNG, PERDONAMI

Sentindo que devo uma série de perdões inacabáveis à minha melhor amiga, irmã, confidente, semi-amor-lésbico, filha, companheira, parceira de faculdade, baladas, frias, enrascadas, brigas, choros, abraços e MUITAS risadas, quis compartilhar com quem quer que leia este meu blog a mensagem que eu mandei à minha única amiga de verdade: Daniela Cristina de Oliveira.

Ou, como é chamada aqui no mundo do Blogspot: Dani lá Fora

Segue o texto em azul para diferenciar os meus comentários posteriores....


Dani, eu sei que te devo um milhão de pedidos de perdão para compensar não termos conseguido nos ver antes de você voltar para um mundo lindo, grande, rico, verde e civilizado e me deixar aqui no trânsito, pagode, suor, cerveja, pedreiros sem dente, mendigos que te xingam se você resolver dar R$ 0,50 quando ele te pede "qualquer coisa", caos, buracos nas ruas, poluição visual, sonora e quilos de gás carbônico...

Enfim, cá estou, no mesmo bat-emprego, com as mesmas contas crescendo (como se eu tivesse as mandado para férias em ITU ou tivesse colocado numa bacia com fermento durante a noite, sei lá), o mesmo noivo (graças a Deus e à paciência do Dani), a mesma mãe, o mesmo excesso de quilos (ai, que raiva), o mesmo salário com o primeiro dígito ainda sem chegar no sonhado número 3, no mesmo "apê", no mesmo bairro, com as mesma vida, as mesmas bandas...Enfim...A mesma...

Caraca... Hoje me bateu uma saudade violenta de você e tenho que admitir que posterguei propositalmente ler seus e-mails na minha caixa de entrada do Yahoo, porque de alguma maneira que tenho certeza que Freud explicaria, isso me dava uma sensação de que os e-mails eram recentes e que a qualquer momento eu poderia ligarno seu celular e marcar uma baladinha light aqui em sampa ou ir pra aula no Mackenzie e fazer um pit stop na casa do pão de queijo para falar mal das meninas magras com roupas feias ou sapatos que não combinariam com qualquer tipo de vestimenta venusiana em um milhão de anos.Enfim...Hoje criei vergonha na cara e fui ver os e-mails e cara....Saber com certeza de que momentos memoráveis do grande teatro popular brasileiro como "Machaaaaaaaado de Asssissssssssss" não vão mais acontecer...E que também não xingaremos mais o Eddie porque ele comeu um pedaço imenso (tipo 85%) do nosso lanche que já compramos o mais barato porque a grana tava curta. Ou que não haverá mais momento "De ladinho??? DEUS ME LIVRE!!!!".

Também não vai mais ter dança no Show Bar com direito a um barman com 1,49m tacando fogo no teto.Também não vai mais ter corsa roxo chegando estiloso na porta da balada, com uns 2 ou 3 homens estranhos tentando entrar pela porta de trás enquanto eu tento engatar a 1ª marcha para sair rasgando pela Cardeal Arcoverde.

E pensar que não haverão mais momentos "Dani, caralho, que inferno, termina logo com este imbecil que não sabe tomar banho direito e ainda fala a célebre (e imortal) frase "Que é isso aê??? É Corazón Espinado? hehehehe...." " e nem momentos como "Dani, sai daqui do estúdio de revelação porque este carinha lindo estava me azarando antes de você chegar com voadora querendo me contar que o fulano te deu uma aliança e estragar para sempre o meu barato com um cara que eu não sei o nome, não sei o curso, não sei a matrícula e nem onde encontrar de novo"...

E nem momentos como "Professor, desculpa aí, mas posso te fazer uma pergunta: você usa peruca? Ahn, não? Posso pegar no seu cabelo pra ver se é verdade? É, porque quando vc se mexe, seu cabelo fica imóvel...."....

Isso me deixa super deprê.Pra quem vou ensinar a colocar camisinha com a boca, no banheiro feminino da faculdade, com uma camisinha de uva, comprada no Pão de Açucar da esquina, rindo muito de uma situação absurda e resando para que nenhum garota entrasse no banheiro para não pensar que estava surgindo uma nova dupla "T.A.t.U." brasileiro no banheiro do Mackenzie?Não fizemos 1/3 dos nossos planos, não faremos pós-graduação juntas e nem montaremos a nossa agência de publicidade que mudaria os rumos da propaganda no mundo e nos colocaria como empregadoras de gentinha como Washington Olivetto e tantos outros...

Sinto que o melhor da minha vida está guardado em alguma caixa pequena, lacrada e que não posso ter acesso. Me dá um énorme nó na garganta imaginando que não posso reabrir esta caixa quando eu quiser, porque para abrí-la são necessárias duas chaves, que giram juntas. E uma das chaves está no Brasil. E a outra, em Montreal.

Cara...Quem vai me chamar de Texugo cor-de-rosa? E agora, o que faço com a roupa de toureira que eu comprei? (piada interna) rs

É, amiga...Só rezo para que o mundo dê muitas voltas e, numa delas, que nos encontremos de novo para girarmos as chaves da minha caixinha e podermos dar boas risadas do passado e guardar lá mais um monte de novas memórias, sonhos, confissões, segredos, planos e maluquices...Enquanto isso, fico aqui no Brasil, tentando manter contato pela internet para saber pelo menos que minha "irmã" está bem, saudável e feliz. E acompanhar o seu progresso nem que seja só virtualmente já é um bálsamo pequeno (uma folha de salsinha em um corte para retirada do rim), mas já é um conforto.E vou dando minhas risadas com as suas histórias de saco na cabeça e empresa CONFIDENCIAL, esperando também te levar umas pequenas lembranças boas para te acompanhar pelos dias de frio aí no Canadá.

Boa sorte, muita saúde, fé e força.Estarei aqui sempre pra você.Te amo,Paty


Acabei de pensar que este é um texto semi-lésbico e de alguma maneira, após atenta releitura, sinceramente sinto que nunca escrevi nada tão verdadeiro para alguém.

Com base nesta experiência que beira o Nirvana (não a banda), acho que começarei a repetir diariamente (ou à medida que minha paciência, a lentidão do meu micro e meus dedos permitirem).

Acho que vou começar com as pessoas que me são caras e/ou que me cercam...Em seguida pretendo fazer uma auto-crítica cítrica da minha vida atual...Ou não...sabe lá Deus o que mais irei descobrir sobre esta cabeça peluda à medida em que for escrevendo os próximos posts?

Ciao,

Nina

24 de mai. de 2008

Início dos Trabalhos....

Bem, queridos(as) (aliás, esse lance de marcar duplo gênero com parênteses no final das palavras é um saco, pelo amor de Deus....)

.... Não tenho a menor idéia de quem vai ler este blog, mas pretendo começar com uma publicação de ajuda.... Para as mulheres....

DICAS - Como agir com os homens nestas situações?

Se ele se interessou, ele liga!!!!
É isso mesmo, quando o cara quer, não tem projeto importante, morte da tia ou trânsito maluco que o impeça de te convidar pra sair.

Passou uma semana sem ouvir notícias dele? Esquece, parte para outra.

Ligar para saber se tá tudo bem, NEM PENSAR. Homem que dá perdido merece ser encontrado morto no apartamento, e pelo zelador do prédio, porque os vizinhos não agüentam mais o fedor.

Vocês saíram e ele não ligou mais. Foi porque você deu? Ou foi porque você não deu? Na verdade, pouco importa. Se o que ele estava a fim era de sexo, e rolou, ótimo, sexo é que nem pizza, bom-até-quando-é-ruim, e tal. Mas se você não deu, ele provavelmente não te procurou mais porque achou que ia ser MUITO trabalho. Ou seja, pare de se atormentar porque transou ou não!!!

LIÇÃO: dar uma de difícil na nossa idade já era!!! RIDÍCULO é fazer tipinho!!!

HOMENS CASADOS - diga não!!! A relação dele tá em crise, péssima, só falta oficializar o fim. Ótimo, então ele termina de uma vez e depois te procura, combinado?

GRANA - O cara é ótimo, gostoso culto, mas ganha uma merreca e/ou está desempregado. Tudo bem, você não está atrás do golpe do baú, trabalha, paga suas contas, não precisa da grana dele para uma noite de sexo (ou duas). Mas não há paixão fulminante que resista a ter que transar sempre em casa, nunca conseguir ir num lugar legal, um jantarzinho bacana, um final de semana em um chalé... e só ganhar presente chinfrim (quando ganha!!) e sempre ouvir "Não tenho grana" para tudo. Pior que tudo é dividir conta! Isto também NÃO DÁ!!

EX... - NUNCA. NÃO SE ESQUEÇA: A "FILA ANDA"

NEM TENTE...Não dá pra namorar um cara pelo qual você não tem um mínimo de admiração.

TRAIÇÃO - Não continue com um cara que te chifrou se você não agüentar a onda de ser traída de novo. E olho vivo se ele já foi infiel com outras. A gente sempre acha que com a gente vai ser diferente, mas nunca é!!

Toda regra tem sua exceção, mas como é difícil!!!